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	<title>e-Crônicas &#187; e-Crônicas</title>
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	<description>Textos rápidos para pessoas apressadas</description>
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		<title>e-Crônica #72 &#8211; Como manter seu emprego</title>
		<link>http://www.ecronicas.com/2008/04/21/e-crnica-72-como-manter-seu-emprego/</link>
		<comments>http://www.ecronicas.com/2008/04/21/e-crnica-72-como-manter-seu-emprego/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 22:21:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lellis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo corporativo]]></category>
		<category><![CDATA[e-Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Várias publicações dão dicas sobre como planejar sua carreira, encontrar um emprego melhor e ascender profissionalmente.
Mas que dica alguém pode dar quando tudo o que se quer é ficar no mesmo lugar? Ficar mudando a toda hora não agrada a maioria das pessoas, que só quer sossego e o pagamento no final do mês.
Mas mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p>Várias publicações dão dicas sobre como planejar sua carreira, encontrar um emprego melhor e ascender profissionalmente.</p>
<p>Mas que dica alguém pode dar quando tudo o que se quer é ficar no mesmo lugar? Ficar mudando a toda hora não agrada a maioria das pessoas, que só quer sossego e o pagamento no final do mês.</p>
<p>Mas mesmo ficar sossegado pode ser uma tarefa difícil, o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e segurar o emprego que se tem pode ser desafiador.</p>
<p><a href="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2008/04/empregados.jpg"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" src="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2008/04/empregados-thumb.jpg" border="0" alt="empregados" width="244" height="184" /></a></p>
<p><span id="more-114"></span><br />
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<p> </p>
<p>Mas nada tema, com algumas dicas simples como as abaixo, você terá sucesso absoluto em não sair do lugar. Aplicados com cuidado, os métodos abaixo não só vão garantir o seu emprego como podem te transformar em parte do ativo fixo da companhia.</p>
<p><strong>- Tenha reações inexplicáveis </strong></p>
<p>Todo mundo tem medo de gente maluca. Fingir-se de louco pode ser uma boa forma de manter seu nome fora da próxima lista de corte. Não doido a ponto de ficar pelado na reunião de staff ou se pendurar no lustre, mas levemente perturbado, dentro daquele assustador e estreito limite entre o ordinário e o bizarro. Como?</p>
<p>Vá a reuniões que você não foi convocado, por exemplo. Se alguém chamar sua atenção, peça desculpas e saia lentamente, como se não se lembrasse como foi parar lá.</p>
<p>Ou vá a reuniões que você foi convocado, mas saia intempestivamente, de preferência batendo o caderno na mesa ou a porta, sem dar maiores explicações.</p>
<p>Quando te perguntarem o que houve, faça um ar intrigado e pergunte: Que reunião?</p>
<p>O importante não é o método, mas sim garantir que caso seu nome seja cogitado para demissão, alguém comente: &#8220;Mas ele não é meio doido, não?&#8221;. Ninguém gosta de correr riscos, melhor demitir o estagiário.</p>
<p>Provavelmente você nunca mais será chamado para os churrascos da equipe, mas o que é isso frente à estabilidade?</p>
<p><strong>- Engargalize </strong></p>
<p>Uma coisa que todo mundo odeia é fazer controles. Uma coisa que todo mundo adora é quando aparece alguém para cuidar dos controles. Compras, contratações, estoque, tudo precisa ser controlado. Tudo precisa de alguém que controle. E esse alguém pode ser você.</p>
<p>Ma não basta apenas manter os controles. O caminho para o sucesso neste tipo de atividade é lentamente desazeitar o processo.</p>
<p>Comece fazendo as coisas rapidamente e deixe que os processos se alonguem aos poucos. No devido momento você terá criado um gargalo. O que demorava um dia agora demora uma semana. O que era feito automaticamente agora tem que ser cobrado, implorado, se possível. E a única forma das coisas passarem pelo gargalo será através de você. Esta é a hora de começar a distribuir favores.</p>
<p>Transforme cada requisição de compra em um favor pessoal, cada ato burocrático um ato de amizade desinteressada.</p>
<p>Com o tempo, você se tornará um elemento importante na organização e todos estarão tão agradecidos pelos seus favores e pelos problemas que você resolve que ninguém irá perceber que a melhor forma de eliminar os problemas seria eliminando você.</p>
<p><strong>- Abrace as tarefas que ninguém quer </strong></p>
<p>Organizar arquivo morto? Controlar material de escritório? Fazer auditoria? Inspecionar tubulação de esgoto? Fazer documentação? Toda empresa e todo departamento tem atividades que ninguém gosta e preferia que outros fizessem. Descubra que tarefas são essas e se ofereça para cuidar do abacaxi. No primeiro momento seu chefe ficará felicíssimo em se livrar do problema. No segundo, ele parará de considerar o seu nome em qualquer reestruturação, pois a tarefa desagradável iria voltar para as mãos dele. Desafios? Evolução profissional? Não vai acontecer. Mas a demissão também não.</p>
<p><strong>- Pareça muito ocupado </strong></p>
<p>A maioria dos gestores não tem a menor idéia do que seus funcionários fazem. Esta é a verdade, mas não conte para ninguém. Eles estão sempre tão ocupados com reuniões, comitês e happy hours que não sobra tempo para fazer acompanhamento, integração de equipe e outras bobagens. Logo&#8230; Se você <em>parecer</em> ocupado, deduzirão que você <em>está</em> ocupado.</p>
<p>Atenda vários telefones ao mesmo tempo, ande pelos corredores falando ao celular e gesticulando, não saia para almoçar e ande com pilhas de papel de um lado para outro.</p>
<p>Se você parecer sempre ocupado, ganhará a fama de uma peça indispensável do mecanismo corporativo (esse sim, trabalha) e todos deixarão você em paz, mesmo que ninguém saiba exatamente o que você faz. Deve ser algo importante.</p>
<p><strong>- Concorde com tudo </strong></p>
<p>Todo gerente quer funcionários que tenham opiniões próprias e critiquem suas decisões. Para a equipe dos outros, é claro. O que todo gerente quer para sua própria equipe são funcionários que aceitem suas decisões sem questionamento.</p>
<p>Se você nunca questionar as decisões do seu chefe, a chance que ele passe a te considerar um apoiador indispensável é grande. A chance de seus colegas te considerarem um puxa-saco e vira-casaca também é.</p>
<p><strong>- Sugira conexões que você não tem </strong></p>
<p>Esta é uma jogada arriscada, mas dependendo do tamanho da empresa, pode dar certo. O truque é deixar escapar em conversas informais que você é bem relacionado. Não com o seu chefe, que é um banana, mas com o chefão, aquele que pode dar a ordem para transferir a sede da empresa a Atlântida que ninguém questionará, o ponto final de todas as alçadas de aprovação, o cara que manda de verdade nesta bagunça.</p>
<p>Como fazer isso?</p>
<p>O importante é nunca dizer nada abertamente, o que poderia ser desmentido facilmente.</p>
<p>Quando alguém comentar algo sobre o chefão, solte algo do tipo “Ele sempre foi assim”, ou &#8220;esse menino&#8230;&#8221; (se a idade permitir, claro). Se fizerem maiores questionamentos, desconverse polidamente, como se tivesse falado demais.</p>
<p>Prossiga, deixando migalhas de informação ao alcance das pessoas e elas farão trabalho de preencher o caminho. A mente humana funciona de forma estranha, as pessoas sempre vão buscar a resposta mais bizarra. Com o tempo, todos vão achar que você é íntimo do círculo de poder e será considerado intocável. Vai saber, não é mesmo?</p>
<p> </p>
<p><a href="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2008/04/classificados.jpg"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" src="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2008/04/classificados-thumb.jpg" border="0" alt="classificados" width="244" height="144" /></a></p>
<p> </p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a><br />
This work is licensed under a <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License</a></p>
<p> </p>
<div id="scid:0767317B-992E-4b12-91E0-4F059A8CECA8:bea3a0e8-1d69-4834-b48d-c11e7f74e419" class="wlWriterSmartContent" style="padding-right: 0px; display: inline; padding-left: 0px; padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-top: 0px">Technorati Marcas: <a rel="tag" href="http://technorati.com/tags/Cr%c3%b4nica">Crônica</a>,<a rel="tag" href="http://technorati.com/tags/emprego">emprego</a>,<a rel="tag" href="http://technorati.com/tags/mundo%20corporativo">mundo corporativo</a></div>
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		<title>e-Cr&#244;nica #22 &#8211; Og &amp; Norberto</title>
		<link>http://www.ecronicas.com/2008/01/21/e-crnica-22-og-norberto/</link>
		<comments>http://www.ecronicas.com/2008/01/21/e-crnica-22-og-norberto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Jan 2008 00:51:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lellis</dc:creator>
				<category><![CDATA[e-Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Og tem um problema.
Og é um homo sapiens, um dos primeiros modelos.
Ele também é o curandeiro de sua tribo, o que lhe proporciona uma vida fácil, em comparação com seus correligionários.
Ele está desincumbido, por exemplo, de participar das perigosas caçadas ao mamute e ao urso gigante, ao contrário do restante dos homens.





Ele também não tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Og tem um problema.<br />
Og é um homo sapiens, um dos primeiros modelos.<br />
Ele também é o curandeiro de sua tribo, o que lhe proporciona uma vida fácil, em comparação com seus correligionários.<br />
Ele está desincumbido, por exemplo, de participar das perigosas caçadas ao mamute e ao urso gigante, ao contrário do restante dos homens.</p>
<p><a href="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2008/01/lascaux2.jpg"><img src="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2008/01/lascaux2-thumb.jpg" style="border-width: 0px" alt="Lascaux2" border="0" height="185" width="244" /></a></p>
<p><span id="more-102"></span><br />
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<p>Ele também não tem que caminhar horas a fio catando frutinhas e raízes, nem cuidar das crianças, como as mulheres da tribo.<br />
Uma coisa, entretanto é de responsabilidade exclusiva dele: garantir que os desejos do Deus Criador sejam cumpridos, para trazer boa sorte para a tribo.<br />
Naquele tempo, já que não existia FMI nem cheque especial, má sorte era um caminho rápido para que a tribo se transformasse em um conjunto curioso de fósseis.<br />
Nos últimos tempos a tribo vem tendo uma sorte nem um pouco invejável.<br />
Conseqüentemente a tribo está bastante infeliz com Og.<br />
Ele está sentado em sua cabana, tendo uma reunião de realinhamento com o chefe.<br />
O chefe grunhe, grita , baba, bate sua clava no chão e gesticula nervosamente em direção a Og.<br />
Se pudéssemos traduzir para a linguagem de hoje o que o chefe da tribo está dizendo para Og, seria algo do tipo:<br />
- Veja bem Og, seu desempenho não tem sido satisfatório e suas metas estão longe de serem atendidas.<br />
- Quase não estamos encontrando frutinhas na floresta, a caça anda bem mixa e o projeto da tal de agricultura não vai para frente.<br />
- O time está bastante descontente com a situação e caso não tenhamos algum resultado logo, vamos ter fazer uma terceirização com você.<br />
Na linguagem da tribo isto queria dizer cortar Og em três pedaços.<br />
O restante da tribo está à porta da cabana de Og esperando o desfecho da reunião. Alguns membros mais ansiosos estão amolando os machados de pedra.<br />
Como não surgiu nenhuma solução satisfatória este brainstorming, o chefe deu um ultimato a Og:<br />
- Você tem duas horas para mostrar um plano para tirar a tribo do buraco, ou&#8230;<br />
É bom lembrar que como não haviam inventado o relógio ainda, duas horas era um intervalo de tempo bastante subjetivo.<br />
Não é necessário dizer que Og está bastante infeliz.</p>
<p>Norberto tem um problema.<br />
Ele é o equivalente moderno de um curandeiro da tribo: ele é um técnico de informática.<br />
Assim como seu ancestral de profissão, ele não precisa carregar coisas pesadas para ganhar a vida, nem precisa pegar filas intermináveis para autenticar documentos ou pagar contas para seus chefes.<br />
Mas, assim como Og ele tem uma responsabilidade: aplacar a ira dos deuses. Neste caso, dos deuses da tecnologia.<br />
À frente de Norberto está o chefe da tribo, quer dizer, o diretor financeiro da empresa.<br />
A expressão com que ele olha para Norberto é a de alguém que está com um pneu furado em seu carro, está 20 minutos atrasado para um vôo internacional e percebe que está sem estepe:<br />
- Norberto, a rede não para em pé. O pessoal de vendas não consegue emitir pedidos e o de contas a pagar não consegue fazer pagamentos. Preciso saber o que precisa ser feito para corrigir isto antes que tenhamos um problema sério.<br />
E para enfatizar a situação, ele ameaçou:<br />
- Cabeças podem rolar se as coisas não melhorarem&#8230;<br />
Obviamente Norberto sabia que não eram &#8220;cabeças&#8221;, mas apenas uma: a dele.<br />
Ele pensou ter ouvido o ruído de machados de pedra sendo amolados.<br />
- E então? O que vamos fazer?<br />
Não é necessário dizer que Norberto está bastante infeliz.</p>
<p>Og teve uma idéia.<br />
O chefe da tribo entra na cabana de Og seguido pelo equivalente pré-histórico de equipe de auditoria, e antes que eles comecem a desmembrá-lo, Og consegue convencê-los a ouvirem o que ele tem a dizer. Ou grunhir, melhor dizendo.<br />
Traduzindo, o que Og disse foi mais ou menos o seguinte:<br />
- Chefe, conversei com o Deus Criador e ele está com stress.<br />
Ante os olhares dúvida da tribo, Og continuou:<br />
- Se você parar para pensar, é muito trabalho para um único deus, ele tem que levar o dia, trazer a noite, depois trazer o dia de novo. Fazer as plantas crescerem para termos frutos, multiplicar os animais para termos caça e fazer a água no céu para termos o que beber.<br />
O silêncio persistia na cabana.<br />
- Sempre que vamos caçar ou colher frutos vamos em bando, pois um só não daria conta do trabalho, mas o Deus Criador tem que fazer tudo sozinho. Não é justo.<br />
O silêncio passou a irradiar algo que muitos séculos depois poderia ser traduzido como &#8220;respeito&#8221;.<br />
- Precisamos erguer outro altar para que outro deus possa ajudar o Deus Criador! Ou não haverá mais caça, nem pesca e nem frutas!<br />
Se já houvessem inventado a história, Og teria entrado para ela.<br />
Em uma única tacada ele inventou o politeísmo, o upgrade e a desculpa esfarrapada.<br />
Em algumas semanas a tribo ergueu um altar para Rot-Standi-Bai o deus backup, e coincidência ou não a caça voltou, as mulheres encontraram frutas e raízes em profusão e Og não foi terceirizado.<br />
Como dois altares eram muita coisa para ficar carregando de um lado para o outro, a tribo de Og acabou se fixando no local e fundando a primeira cidade, mas isto é outra história.</p>
<p>Norberto teve uma idéia.<br />
Milênios de evolução ecoam em sua mente e ele encontra a resposta para seu problema:<br />
- Precisamos fazer um upgrade em nosso servidor.<br />
O diretor não se dá por achado e faz a pergunta que qualquer profissional de informática odeia:<br />
- Por quê?<br />
Norberto pensou em várias respostas possíveis:<br />
Místico:<br />
- Quem somos nós para questionar os desígnios divinos?<br />
Fanático:<br />
- Infiel! Blasfemador! Queimem-no!<br />
Agressivo:<br />
- Ei, eu por acaso te digo como fazer balancetes?<br />
Ele acabou optando pela sua saída favorita, o obscuro.<br />
- Bom, se você analisar o log de eventos e o monitor de performance vai perceber que várias threads estão consumindo mais de 80% da capacidade de processamento da CPU, o que claramente indica um botleneck de I/O. Isto pode ser devido à falta de memória cache para o acesso de read/write ao array de HDs ou pode ser falta de free disk space para o paging file, que pode também ter sido causado por falta de memória RAM para tantos processos rodando preemptivamente.<br />
Para ilustrar seu ponto, tão claramente explicado, ele fez surgir uma tela onde uma linha verde se movia horizontalmente.<br />
Se fosse um eletrocardiograma, o paciente com certeza estaria morto, ou sob efeito de algum alucinógeno muito poderoso.<br />
O diretor financeiro deu a resposta que todo profissional de informática adora:<br />
- Bom, eu não sou técnico&#8230;<br />
Norberto armou seu sorriso condescendente número quatro, que transmite tanto &#8220;não liga não, um dia você aprende&#8221; quanto &#8220;mas você é burro mesmo, hein?&#8221;.<br />
- Podemos fazer o upgrade, então?<br />
- Sim, compre o que for necessário.<br />
Na manhã seguinte o upgrade foi feito no servidor e coincidência ou não o ambiente voltou ao normal. Faturas puderam ser pagas e pedidos puderam ser emitidos.<br />
Norberto sorriu para si mesmo. Em seu íntimo, milênios de evolução lhe explicavam que ele que aplacara a ira dos deuses com um sacrifício, assim como a humanidade vem fazendo por milênios. Só que ao invés de ovelhas e cabras foram bancos de memória e discos rígidos.<br />
Claro que ele não diria tamanho absurdo em voz alta, iriam interná-lo.</p>
<p>Através do abismo dos milênios Og sorriu para Norberto, como quem diz: &#8220;Bom trabalho, garoto&#8221;.<br />
Grunhindo, é claro.</p>
<p><a href="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2008/01/datacenter-telecom.jpg"><img src="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2008/01/datacenter-telecom-thumb.jpg" style="border-width: 0px" alt="Datacenter-telecom" border="0" height="164" width="244" /></a></p>
<p><em><font size="1">Crônica publicada originalmente em 21/01/2003</font></em></p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"><img src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt" /></a><br />
This work is licensed under a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license">Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License</a></p>
<p class="wlWriterSmartContent" id="scid:0767317B-992E-4b12-91E0-4F059A8CECA8:359c7f1d-7f02-4778-b877-a47e3e4b3938" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline; float: none">Technorati Marcas: <a href="http://technorati.com/tags/Cr%c3%b4nica" rel="tag">Crônica</a>,<a href="http://technorati.com/tags/tecnologia" rel="tag">tecnologia</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>e-Crônica #71 &#8211; O manual de etiqueta do celular</title>
		<link>http://www.ecronicas.com/2008/01/09/e-cronica-71-o-manual-de-etiqueta-do-celular/</link>
		<comments>http://www.ecronicas.com/2008/01/09/e-cronica-71-o-manual-de-etiqueta-do-celular/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 02:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lellis</dc:creator>
				<category><![CDATA[e-Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[O telefone celular deixou de ser novidade faz algum tempo.Falar ao telefone em público, fazendo compras ou dirigindo (ops! dirigindo não pode) se tornou lugar comum. Todo mundo com alguns reais no bolso e gosto por conversa fiada pode comprar seu aparelhinho &#8220;em vezes&#8221;, fazendo a alegria de operadores e do comércio varejista.



O problema é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O telefone celular deixou de ser novidade faz algum tempo.<br/>Falar ao telefone em público, fazendo compras ou dirigindo (ops! dirigindo não pode) se tornou lugar comum. Todo mundo com alguns reais no bolso e gosto por conversa fiada pode comprar seu aparelhinho &#8220;em vezes&#8221;, fazendo a alegria de operadores e do comércio varejista.</p>
<p><a href="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2008/01/celular.jpg" rel="lightbox" title="celular.jpg"><img src="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2008/01/celular-tn.jpg" title="celular.jpg" height="149" width="200" alt="celular.jpg" border="0" id="urn:zoundry:jid:celular.jpg"/></a></p>
<p><span id="more-96"></span></p>
<p><!--adsense--></p>
<p><br/>O problema é que ao contrário de outros processos sociais que foram sendo refinados ao longo de décadas ou séculos, o uso do celular não é regulado por regras de boa conduta. Pelo menos ainda não. Ou se é, a maioria das pessoas as ignora.<br/>Bater na porta antes de entrar, &#8220;dá licença?&#8221;, &#8220;obrigado&#8221;, e tudo o mais são convenções sociais, são regras que foram sendo mais ou menos negociadas e acordadas pela sociedade ao longo de séculos.<br/>Você sabia que a expressão &#8220;obrigado&#8221; deriva de uma complexa fórmula de agradecimento que expressava a idéia de que &#8220;como você me fez um grande favor, eu me sinto obrigado a retribuí-lo na primeira oportunidade que houver&#8221;? Mais ou menos como na Máfia.<br/>Portanto, num esforço para avançar as regras de conduta social, estou promulgando o primeiro código de conduta de telefonia móvel do Brasil. Decore e divulgue:</p>
<p><strong>1- Se é importante, deixe recado.</strong></p>
<p><br/>Todo celular (e muitos telefones fixos também) tem o serviço de secretária eletrônica. Agora o mais surpreendente: muitas pessoas sabem usar o serviço. Sério. Você grava um recado e o destinatário vai poder ouvir a mensagem quando terminar a ligação, sair do banheiro (vide item 3), achar o telefone ou entrar em uma área de cobertura.<br/>Sim, ter celular não quer dizer que a pessoa está 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, 10 anos por década à espera e à disposição de uma ligação. As pessoas não se tornaram websites.<br/>Para garantir o entendimento, vamos fazer um pequeno teste:<br/>Você liga para um amigo ou um colega de trabalho e o telefone toca algumas vezes e ninguém atende. O que é mais efetivo:<br/></p>
<p>a- Deixar um recado no correio de voz ou secretária eletrônica pedindo para retornar a ligação<br/>b- Ligar de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e&#8230;</p>
<p>Se alguém não atendeu na primeira vez as chances que ele não possa atender novamente 45 segundos depois são grandes. Se o assunto for importante deixe recado. Confie na tecnologia. Se não for, ligue outra hora.<br/>Ah, se você optou pela alternativa b, por favor, apague meu número.</p>
<p><strong>2- Identifique-se</strong></p>
<p><br/>Você já atendeu ao celular e deparou com uma voz esganiçada perguntando &#8220;Quem tá falando?&#8221;?<br/>Vamos repassar o processo:<br/>a- A pessoa <strong>A</strong> ligou para um certo número de telefone de forma deliberada e intencional<br/>b- Logo, supõe-se que a pessoa <strong>A</strong> saiba com quem ela deseja falar.<br/>c- Ou não?<br/>Não é mais fácil informar o seu objetivo do que ficar inquirindo possíveis estranhos? Afinal você pode ter ligado o número errado.<br/>Isto é feito facilmente, basta dizer &#8220;Alô, o Sr. Fulano, por favor?&#8221; ou &#8220;Aqui é o Cicrano, gostaria de falar com o Fulano&#8221;. Difícil? Eu não acho, e não cria o clima de hostilidade que o &#8220;Quem tá falando?&#8221; gera.<br/>A não ser que você tenha o hábito de ligar para números aleatórios, ou tenha sérios lapsos de memória (talvez um ludovício tenha comido suas memórias, hein? Procure o <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=21232190&amp;ST=SR&amp;franq=250784">Doutor Trey Fidorous</a> e para de incomodar os outros) e esqueça com quem gostaria de falar entre o ato de ligar e o outro atender, é de bom tom identificar-se.</p>
<p><strong>3- Não atenda o celular no banheiro.</strong></p>
<p><br/>O que é tão importante que não pode esperar cinco ou dez minutos? Será que você tem o código que irá desarmar <em>aquela</em> ogiva nuclear? Existe alguma cirurgia delicada em andamento e o cirurgião precisa tirar dúvidas com você? Ou será que você é testemunha chave em um julgamento histórico? Se for o caso, o que você está fazendo no banheiro? Vá salvar o mundo, corra!<br/>Usar o celular no banheiro é, antes de qualquer coisa, anti-higiênico, já ouviu falar de coliformes fecais? Pois é.<br/>Em segundo lugar, é constrangedor para o seu interlocutor. Lembre-se que o telefone é um meio de comunicação de duas vias (full duplex para os íntimos) e que ele pode ouvir os ruídos do ambiente à sua volta. Já pensou nisso?</p>
<p><strong>4- O identificador de chamadas funciona.</strong></p>
<p><br/>Se você já se sensibilizou com o item 1, saiba que às vezes nem é necessário deixar recado.<br/>Como?<br/>Simples, a maioria dos telefones celulares já tem o serviço de identificação de chamadas. Li em algum lugar que ele foi inventado por um brasileiro, mas que ele nunca recebeu o reconhecimento pela sua invenção, todo mundo usa a invenção dele e ele não ficou rico, é por coisas assim que esse país não vai para frente e&#8230;<br/>Ah, sim, claro, voltando ao assunto.<br/>Como o telefone celular do seu destinatário tem um identificador de chamadas, ele sabe o número de quem está ligando, e poderá ligar de volta quando puder. Se ele não atender depois de três ou quatro toques, talvez esteja no cinema, no banheiro, dormindo ou em outra ligação &#8211; alguém sabe como faz para atender a segunda ligação neste aparelho aqui? Não agüento mais esse bipe! &#8211; ou algo parecido.<br/>Existem alguns detalhes, como por exemplo, se você estiver ligando de um PABX, o que ficará registrado será o número do tronco e outros detalhes, mas você pegou a idéia, não?</p>
<p><strong>5- O fixo primeiro.</strong></p>
<p><br/>Seu colega tem um telefone celular e um fixo, qual você liga primeiro?<br/>- O celular, claro.<br/>Mas por quê?<br/>- Não sei, eu também tenho esta dúvida.<br/>Se o seu colega tem um telefone fixo, isto quer dizer que ele tem uma mesa fixa, uma base, um lar, uma baia para chamar de sua. Sabe quantas pessoas lutam para ter uma posição de trabalho fixa? Por que não honrar este privilégio?<br/>- Não sei, nunca tinha pensado nisso.<br/>Então, por que não tentar ligar primeiro para o fixo?<br/>- E se ele não estiver?<br/>Aí você liga para o celular.<br/>- Mas é muito trabalho ligar para dois números? Eu tenho preguiça.<br/>Encare como uma espécie de exercício. Você se matriculou na academia, pagou uma fortuna pelo semestre e só foi um dia, fica pegando a escada rolante ao invés subir dois andares de escada e agora não quer nem fazer o esforço de apertar oito botões a mais, faça-me o favor!<br/>- Eu não quero. Você não manda em mim.<br/>Tudo bem, então vamos pensar da seguinte forma: ligação para telefone fixo é mais barata.<br/>-Ah, por que você não disse antes?</p>
<p><br/><a href="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2008/01/placa.jpg" rel="lightbox" title="placa.jpg"><img src="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2008/01/placa-tn.jpg" title="placa.jpg" height="200" width="145" alt="placa.jpg" border="0" id="urn:zoundry:jid:placa.jpg"/></a></p>
<p><br/></p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"><img width="88" style="BORDER-TOP-WIDTH: 0px; BORDER-LEFT-WIDTH: 0px; BORDER-BOTTOM-WIDTH: 0px; BORDER-RIGHT-WIDTH: 0px" height="31" alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png"/></a><br/>This work is licensed under a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license">Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License</a></p>
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		</item>
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		<title>e-Crônica #40 &#8211; Senhas</title>
		<link>http://www.ecronicas.com/2007/11/11/e-cronica-40-senhas/</link>
		<comments>http://www.ecronicas.com/2007/11/11/e-cronica-40-senhas/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 11 Nov 2007 19:44:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lellis</dc:creator>
				<category><![CDATA[e-Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[- Obrigado por ligar para nosso serviço de atendimento. Sua ligação é muito importante para nós. Não deixe de consultar o nosso site para saber das últimas promoções. Ninguém presta atenção nestas frases mesmo então posso dizer o que eu quiser, esta empresa é uma droga e você deveria procurar um concorrente, Maurício Dias, boa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Obrigado por ligar para nosso serviço de atendimento. Sua ligação é muito importante para nós. Não deixe de consultar o nosso site para saber das últimas promoções. Ninguém presta atenção nestas frases mesmo então posso dizer o que eu quiser, esta empresa é uma droga e você deveria procurar um concorrente, Maurício Dias, boa tarde, em que posso ajudá-lo?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Hã, oi, boa tarde, eu preciso de uma segunda via da conta de meu celular.</span></p>
<p><a href="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/11/chaves.jpg" rel="lightbox" title="chaves.jpg"><img src="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/11/chaves-tn.jpg" title="chaves.jpg" alt="chaves.jpg" id="urn:zoundry:jid:chaves.jpg" border="0" height="150" width="200" /></a><br />
<span id="more-83"></span><br />
<!--adsense--></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Pois não, senhor. O senhor está de posse de sua senha pessoal?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Senha, que senha?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- A senha que foi fornecida no momento da contratação do serviço.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Não, não tenho senha nenhuma.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Muito bem, senhor, tenho que solicitar alguns dados pessoais para sua segurança.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Tudo bem.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- O senhor pode, por favor, pode informar o número e seu telefone, CPF, RG, o endereço de entrega da conta, o dia de vencimento da conta, os nomes de seus pais, o número de telefone comercial, data de seu aniversário, seu signo solar e ascendente, data de aniversário de seus pais, o endereço atual deles, nome de seu primeiro bichinho de estimação e o nome de quem estava vestido de Papai Noel na festa de Natal de 1977, na qual o senhor foi presenteado com uma Tonka?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Hein? Eu não me lembro desta festa&#8230;</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Estas informações são necessárias para sua segurança, senhor&#8230;</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Tudo bem, eu vou perguntar para minha mãe e volto a ligar.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Agradecemos a ligação e tenha uma boa tarde, senhor.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Tá, tá (desliga o telefone).</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Eu adoro este emprego&#8230;</span></p>
<p style="text-align: center"><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">* * *</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">A tecnologia é uma coisa maravilhosa, não é mesmo?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Graças a ela não precisamos mais ir a uma agência bancária e enfrentar filas parar fazer coisas simples, como pagar contas ou fazer transferências.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Mas como tudo na vida, existe um preço a ser pago pela comodidade.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">E eu não estou falando de tarifas.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Sim, isso mesmo, para acessar as facilidades eletrônicas do mundo moderno você precisa de senhas&#8230;</span></p>
<p style="text-align: center"><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">* * *</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Alô, é do controle de segurança?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Sim, pois não?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Eu não estou conseguindo muda minha senha da rede.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Ok, que mensagem está aparecendo?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- É&#8230; meu inglês não é muito bom&#8230;</span> &#8220;Password not Allowed, Stupid User&#8221;. <span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">O que quer dizer?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- O sistema não aceitou a sua nova senha.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Por que não?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Você repetiu alguma das últimas 64 senhas?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Não.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- A sua nova senha tem pelo menos dezenove caracteres?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Tem.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Ela contém letras maiúsculas, minúsculas, números pares, ímpares e primos?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Tem tudo isso.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- A sua senha contém o seu nome, sobrenome, nome de algum familiar, time de futebol ou piloto de Fórmula 1?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Não.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Ela contém alguma palavra que esteja na letra do hino nacional?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Bom&#8230;</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Ahá!</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Isto não está nas regras do manual de segurança!</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Que versão você consultou?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- A versão 132.34591A, das 10h13.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- A versão mais atual é a 132.34603C, das 10h40.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Mas ainda são 10h32!</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- A segurança não pode esperar. Você nunca ouviu falar de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, vírus de computador ou hackers?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Tudo bem, tudo bem&#8230; O que eu faço?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Tire as palavras que estão no hino nacional e comece de novo.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Droga!</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- E é bom correr, pois a próxima versão, a 132.34650A das 11h17, vai exigir letras gregas também.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Meu teclado não tem letras gregas!</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Aí o problema não é comigo, eu só cuido da segurança&#8230;</span></p>
<p style="text-align: center"><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">* * *</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Quantas senhas fazem parte do seu dia a dia?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Fiz o censo das minhas. Três contas bancárias, cada uma com duas senhas: uma para o cartão e outra para a Internet. Contas de e-mail pessoais: dois provedores, duas senhas. Mais duas para os grupos de discussão e outras duas para atualizar o site. Para manter o domínio e-Crônicas mais três senhas. Uma senha para acessar, uma para o e-mail corporativo e uma última para acessar a Internet. Outras três senhas na faculdade para consultar notas e e-mail acadêmico. Uma última, a caçula, para poder fazer compras no supermercado, pois o vale alimentação agora vem na forma de um cartão eletrônico. Total: 22 senhas. Até o momento.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Isto sem contar infinitas outras senhas que são solicitadas por sites da Internet. Como é possível memorizar e manter tantas senhas?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">A resposta é simples: não é.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Tenho certeza que muita gente tem vontade de se matar ao receber uma nova senha.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Só não o fazem porque no pós-vida talvez exijam senhas também.</span></p>
<p style="text-align: center"><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">* * *</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Onde estou? Onde está o médico? E as enfermeiras?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Que luz é essa? Estava escuro agora pouco?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Que fumaça é essa? Parecem nuvens&#8230;</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Ops, eu acho que sei o que aconteceu&#8230;</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Isso aqui é o céu! Eu morri!</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Droga, não devia ter pago a fatura do cartão de crédito&#8230;</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- E agora, o que acontece? Ninguém vem me receber? Onde está São Pedro e o resto da turma?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Bom, o portão está lá na frente&#8230;</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Do alto do portão sai uma voz por um alto falante.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">BEM VINDO AO PARAÍSO!</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">DIGITE O SEU NOME, ALMA DESENCARNADA.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Tem até teclado, que coisa&#8230; Até onde chagou a tecnologia&#8230; Lá vai: Adolfo Ferreira da Silva.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">BEM VINDO, ADOLFO. ESTE É O SEU PRIMEIRO ACESSO.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">DIGITE A SUA SENHA PESSOAL.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Senha, que senha?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">DIGITE A SUA SENHA PESSOAL.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Moça, eu não recebi senha nenhuma.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">DIGITE A SUA SENHA PESSOAL.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Não sei de que senha você está falando!</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">CASO VOCÊ NÃO TENHA RECEBIDO UMA SENHA PESSOAL OU NÃO SE LEMBRE DELA, DIRIJA-SE AO DEPARTAMENTO DE SUPORTE.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- E onde fica o departamento de suporte?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">DIRIJA-SE AO ELEVADOR E DESÇA AO NÍVEL MAIS INFERIOR.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">- Acho que isto não vai acabar bem&#8230; Mas pelo menos já sei onde este pessoal de informática vai parar&#8230;</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR"></span><br />
<em>Publicada originalmente em 09/07/2003</em></p>
<p><a href="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/11/cadeado.jpg" rel="lightbox" title="Cadeado.jpg"><img src="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/11/cadeado-tn.jpg" title="Cadeado.jpg" alt="Cadeado.jpg" id="urn:zoundry:jid:Cadeado.jpg" border="0" height="150" width="200" /></a></p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"><img src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-width: 0px" alt="Creative Commons License" height="31" width="88" /></a><br />
This work is licensed under a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license">Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License</a></p>
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		<title>e-Crônica #70 &#8211; Vergonha Nacional</title>
		<link>http://www.ecronicas.com/2007/10/21/e-cronicas-70-vergonha-nacional/</link>
		<comments>http://www.ecronicas.com/2007/10/21/e-cronicas-70-vergonha-nacional/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Oct 2007 00:12:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lellis</dc:creator>
				<category><![CDATA[e-Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Brasília: O ministério das Minas e Energia acaba de anunciar que o Brasil acaba de atingir o nível de excelência no fornecimento de uma matéria prima extremamente importante.
O ministro anunciou em uma coletiva da imprensa que o Brasil acaba de fechar um contrato para o fornecimento de 50 milhões de litros desta matéria prima para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Brasília:</span></strong> <span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">O ministério das Minas e Energia acaba de anunciar que o Brasil acaba de atingir o nível de excelência no fornecimento de uma matéria prima extremamente importante.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">O ministro anunciou em uma coletiva da imprensa que o Brasil acaba de fechar um contrato para o fornecimento de 50 milhões de litros desta matéria prima para a China nos próximos cinco anos, alterando completamente o cenário da balança comercial.</span></p>
<p><a href="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/10/solar.jpg" rel="lightbox" title="solar.jpg"><img src="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/10/solar-tn.jpg" title="solar.jpg" alt="solar.jpg" id="urn:zoundry:jid:solar.jpg" border="0" height="149" width="200" /></a></p>
<p><span id="more-78"></span></p>
<p><!--adsense--></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Esta matéria prima tem o potencial para mudar o panorama econômico do Brasil e do mundo. Trata-se da vergonha na cara.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">&#8220;A China tem deficiência de vergonha na cara, após tantos anos de regime comunista, e estava à procura de um fornecedor para suprir esta demanda, foi uma coincidência muito favorável para o povo brasileiro.&#8221;, afirmou o ministro.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">A China tem demonstrado uma preocupação crescente com a corrupção de funcionários públicos, a falsificação de produtos, o crime organizado e outros problemas originados pela falta de vergonha na cara.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Como a abordagem tradicional chinesa para estas questões (também conhecida como fuzilamento) não têm mais surtido efeito, o governo chinês abriu uma licitação para compra de vergonha no mercado internacional.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">E atualmente o Brasil é o candidato mais capacitado a suprir a demanda chinesa.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">&#8220;Que outro país, com as dimensões continentais do Brasil, tem tão pouca utilização de vergonha na cara? O Brasil está praticamente sozinho neste negócio.&#8221;, previu o ministro.</span></p>
<p><strong><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Jazidas a céu aberto</span></strong></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">A &#8220;Revolução da Vergonha&#8221;, como vem sendo chamada, começou com a descoberta de que que um ser humano normal consegue produzir cerca de 2.920 litros de vergonha ao longo da vida, uma vez que são necessários cerca de 100ml por dia para manter uma rosto média com taxa de cobertura de 85% de vergonha (padrão ABNT para cobertura, em alguns países europeus esta taxa pode ser maior) e que a maior parte do brasileiros simplesmente não utiliza nem um quarto deste recurso ao longo da vida.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">&#8220;É uma riqueza enorme que era jogada na terra, literalmente.&#8221;, afirmou o ministro.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Por ironia do destino, uma das maiores jazidas de vergonha intocada identificada até o momento fica em Brasília.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">&#8220;Quem iria imaginar que havia tanta <a href="http://www.senado.gov.br/sf/">vergonha nacional</a> sem uso, tão perto de nós?&#8221;, completou o ministro.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Um dos pontos forte da exploração da vergonha é que o processo não agride o meio ambiente, nem concorre com a produção de alimentos ou outras indústrias já estabelecidas.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Uma vez identificada a fonte de vergonha na cara sem uso, basta colher o excesso, em um processo rápido e indolor.</span></p>
<p>O Brasil tem potencial para produção de mais de 5 bilhões de litros de vergonha virgem por ano.</p>
<p><strong><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Perspectivas futuras</span></strong></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">&#8220;Se o Brasil tem um recurso deste sem uso, tem mais é que compartilhar com os povos que não souberam economizar, temos mais é que ganhar com isso!&#8221;. Esta afirmação é do porta-voz da ONG recém fundada Vergonha Brasil, que tem por objetivo, segundo este porta voz, estimular a produção de vergonha em escala familiar.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">&#8220;Somos contra o vergonhanegócio, a falta de vergonha na cara é uma característica do povo brasileiro, e os benefícios têm que ir para o povo brasileiro, e não para algum conglomerado neoimperialista.&#8221;, completou o porta-voz.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">A Vergonha Brasil foi inaugurada na semana passada e já tem dois convênios com o governo federal para a educação de produtores familiares de vergonha e 737 funcionários.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">&#8220;A exportação de vergonha é o futuro, esse negócio de Biodiesel dá muito trabalho&#8221;, teria supostamente afirmado o suposto Presidente da República.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">O executivo encaminhou para a Câmara dos Deputados uma MP que cria a Secretaria Especial para o Fomento Orgânico da Vergonha nos Estados e na União (SEFOVEU). O objetivo da Secretaria, conforme consta do ofício, &#8220;promover a produção e exploração de vergonha nacional com cidania&#8221;.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Todos os convidados até o momento recusaram o cargo.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Um dos objetivos da secretaria, segundo fontes do governo é aumentar a capacidade de exportação de vergonha nacional para 100 milhões de litros por ano, criando um superávit primário que permita aumentar os cargos no funcionalismo público e consequentemente aumentar as reservas de vergonha ociosa.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">A vergonha é o futuro do povo brasileiro? Certamente. Resta saber como ela será usada.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR"><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR"><a href="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/10/vergonha.jpg" rel="lightbox" title="vergonha.jpg"><img src="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/10/vergonha-tn.jpg" title="vergonha.jpg" alt="vergonha.jpg" id="urn:zoundry:jid:vergonha.jpg" border="0" height="200" width="150" /></a></span></span></p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"><img src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-width: 0px" alt="Creative Commons License" height="31" width="88" /></a><br />
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		<title>e-Crônica #69 &#8211; Como constranger um esquerdista</title>
		<link>http://www.ecronicas.com/2007/05/21/e-cronicas-69-como-constranger-um-esquerdista/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2007 04:11:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lellis</dc:creator>
				<category><![CDATA[e-Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Você tem algum amigo que é a favor da ocupação da reitoria da USP pelos alunos FFLCH? Que acha Cuba o melhor lugar do mundo? Que acha que Stálin agiu bem em todos os assuntos? Que tem pôster do Che Guevara no quarto? Que acha que as empresas são más por que buscam &#8220;apenas o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Você tem algum amigo que é a favor da ocupação da reitoria da USP pelos alunos FFLCH? Que acha Cuba o melhor lugar do mundo? Que acha que Stálin agiu bem em todos os assuntos? Que tem pôster do Che Guevara no quarto? Que acha que as empresas são más por que buscam &#8220;apenas o lucro&#8221;?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Toda família tem um. É como aquele tio que faz piadas sem graça e deixa todo mundo sem jeito na festa de Natal.</span></p>
<p><a href="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/05/medium-che-guevara-andy-warhol-.jpg" rel="lightbox" title="medium_che_guevara_andy_warhol_.jpg"><img src="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/05/medium-che-guevara-andy-warhol-tn.jpg" alt="medium_che_guevara_andy_warhol_.jpg" title="medium_che_guevara_andy_warhol_.jpg" id="urn:zoundry:jid:medium_che_guevara_andy_warhol_.jpg" border="0" height="200" width="143" /></a><br />
<span id="more-50"></span></p>
<p><!--adsense--></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">E para conviver com o esquerdista você precisa saber de alguma coisas, ou você vai perder tempo em debates que não vão chegar a lugar algum.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Em primeiro lugar, o seu amigo não vai admitir, mas as crenças dele não são políticas ou intelectuais. Trata-se de uma religião, e quando se trata de religião não adianta debater.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Tentar convencer um esquerdista que o muro de Berlim foi construído para manter o pessoal do lado oriental do lado de dentro e não o contrário e o mesmo que tentar convencer um criacionista que a teoria da evolução de Darwin é um fato.</span> <span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">O máximo que você vai conseguir é uma briga.</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">Agora se esse seu amigo te aborrecer e você quiser você quiser constrangê-lo, faça a ele uma ou duas das perguntas a seguir e fique esperando uma resposta.</span></p>
<p>Você pode esboçar um sorriso irônico enquanto espera.</p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">1- Por que o PT expulsou de seus quadros a Heloísa Helena e Luciana Genro, mas não expulsou José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno e outros tantos que foram acusados de corrupção?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">2- Se a vida em Cuba é tão boa, por que não vemos pessoas imigrando para lá, mas um monte de gente tentando fugir?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">3- Se a medicina de Cuba é tão avançada como dizem, por que para tratar de Fidel Castro chamaram um médico espanhol? (<a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/12/061226_fidelpu.shtml">Duvida</a>?)</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">4- Como você se sente quando percebe que um governo do PT tem como aliados Collor, Quércia, Sarney, Maluf, Renan Calheiros e Jáder Barbalho?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">5- Se o Plano Real era eleitoreiro em 1994, e a política econômica de FHC foi criticada durante os oito anos do governo, por que o PT não mudou nada nela?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">6- Por que vocês criticam tanto os EUA por conta das questões ambientais e não dirigem uma crítica à devastação que a URSS provocou no mar de Aral e no Mar Cáspio e a China fez no Rio Amarelo?</span></p>
<p><span xml:lang="PT-BR" lang="PT-BR">7- A invasão do Iraque pelos EUA é uma agressão e uma coisa muito feia, que deve ser condenada e repudiada. Mas por que ninguém fala da invasão do Tibete pela China, que já dura mais de cinqüenta anos?</span></p>
<p>E não vale usar como resposta: &#8220;Você é um direitista!&#8221;.<br />
<a href="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/05/headless.jpg" rel="lightbox" title="headless.jpg"><img src="http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/05/headless-tn.jpg" alt="headless.jpg" title="headless.jpg" id="urn:zoundry:jid:headless.jpg" border="0" height="130" width="200" /></a></p>
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		<title>e-Crônica #68 &#8211; A metáfora do tubarão</title>
		<link>http://www.ecronicas.com/2007/03/31/e-cronica-68-a-metafora-do-tubarao/</link>
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		<pubDate>Sat, 31 Mar 2007 20:22:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lellis</dc:creator>
				<category><![CDATA[e-Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dia desses, em uma das aulas iniciais de um curso de graduação em tecnologia, uma aluna recém chegada anunciou para mim:
&#8220;Professor, não estou entendendo nada. Vou mudar de curso.&#8221;



E foi mesmo.
Não sei se ela mudou de curso ou desistiu, mas não deu mais as caras na minha aula até hoje. Uma pena.
Se ela tivesse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia desses, em uma das aulas iniciais de um curso de graduação em tecnologia, uma aluna recém chegada anunciou para mim:</p>
<p>&#8220;Professor, não estou entendendo nada. Vou mudar de curso.&#8221;</p>
<p><a href='http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/03/shark.jpg' title='Tubarão'><img src='http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/03/shark.thumbnail.jpg' alt='Tubarão' /></a></p>
<p><span id="more-25"></span><br />
<!--adsense--></p>
<p>E foi mesmo.</p>
<p>Não sei se ela mudou de curso ou desistiu, mas não deu mais as caras na minha aula até hoje. Uma pena.</p>
<p>Se ela tivesse me  pedido algum conselho sobre o fato de não estar entendendo algo, eu teria respondido simplesmente: &#8220;Que ótimo que você não está entendendo, sinal que existe algo que você pode aprender neste curso&#8221;.</p>
<p>Eu ficaria muito irritado se eu fosse fazer um curso sobre um assunto que não domino como, sei lá, cogumelos franceses e o instrutor não me transmitisse nenhum assunto novo. Mas acho que sou minoria.</p>
<p>A maioria de nós teme as novidades. Ficamos apavorados em ter que aprender um novo idioma ou uma nova rotina de trabalho e nos agarramos aos nosso hábitos confortáveis como um exorcista ao seu crucifixo.</p>
<p>E fechamos as portas da evolução.</p>
<p>A única forma de evoluirmos é nos colocarmos em situações novas, frente a assuntos que não dominamos e que nos causam desconforto.</p>
<p>Como exemplo de evolução, imaginemos o tubarão. Rimou.</p>
<p>O tubarão não evolui há milhões de anos. Ele é um grande especialista no que ele faz e tem se dado muito bem até hoje. Mas isto mostra que ele também tem aversâo a aprender coisas novas.</p>
<p>O problema é que o mundo muda.</p>
<p>O tubarão hoje tem que enfrentar a competição com o ser humano, e está perdendo. Muitas espécies estão ameaçadas de extinção.</p>
<p>Por que o tubarão não evoliu? Por que não fica mais rápido, aprende a  voar ou desenvolve visão de raios laser para enfrentar os humanos com vantagem novamente?</p>
<p>Por que o tubarão está acomodado. Ele faz algo bem durante milhões de anos e não consegue reconhecer a mudança à sua volta.</p>
<p>Se colocássemos um tubarão em uma aula de aikidô para poder se defender dos pescadores, provavelmente ele diria: &#8220;Eu não trabalho assim. Não preciso aprender isso, o que eu já sei serviu bem até hoje e me basta.&#8221;</p>
<p>Tubarões não falam, isto é só uma metáfora, mas se aplica a todos nós.</p>
<p>Quantos de nós não se recusam a tentar aprender algo ou se colocar em uma situção nova?</p>
<p>Durante muito tempo eu hesitei em dirigir automóveis, por que não me achava &#8220;pronto&#8221;. Eu queria estar &#8220;pronto&#8221; antes de encarar uma avenida. Mas com o tempo eu percebi que nunca estaria &#8220;pronto&#8221;, não antes prativar o ato de dirigir, pelo menos. E tive que enfrentar  desconforto, assim como todo mundo.</p>
<p>Me surpreende que tantas pessoas possam enfrentar o apavorante ato aprender a dirigir, com todos seus riscos e ofensas verbais, mas fiquem apavorados em aprender inglês ou conversão para hexadecimal. Talvez eles não se achem &#8220;prontos&#8221; para evoluir.</p>
<p>O tubarão talvez não se ache pronto para evoluir também, mas talvez esteja extinto antes que perceba que mudanças são necessárias.</p>
<p><a href='http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/03/shark2.jpg' title='Tubarão amanhã'><img src='http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/03/shark2.thumbnail.jpg' alt='Tubarão amanhã' /></a></p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png"/></a><br/>This work is licensed under a <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License</a>.</p>
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		<title>e-Crônica #67 &#8211; Harry Potter no mundo Real</title>
		<link>http://www.ecronicas.com/2007/03/19/e-cronica-67-harry-potter-no-mundo-real/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2007 12:23:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lellis</dc:creator>
				<category><![CDATA[e-Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos próximos meses a saga literária de Harry Potter deve chegar ao seu sétimo e último livro. Nos cinemas irá demorar mais alguns anos até terminarem de extrair o último euro da franquia, isto se a autora não voltar atrás e acompanhar o bruxinho através da meia idade ou sei lá o quê.


Li todos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos próximos meses a saga literária de Harry Potter deve chegar ao seu sétimo e último livro. Nos cinemas irá demorar mais alguns anos até terminarem de extrair o último euro da franquia, isto se a autora não voltar atrás e acompanhar o bruxinho através da meia idade ou sei lá o quê.</p>
<p><span id="more-16"></span><br />
<!--adsense--></p>
<p>Li todos os livros da série, mas não me considero um fã fanático, acho que os livros foram ficando muito pretensiosos à medida que a série foi fazendo sucesso. Isto sem falar que eles ficam cada vez maiores sem que o conteúdo justifique a quantidade de páginas.</p>
<p>Mas uma coisa me fascina nos livros: os feitiços.</p>
<p>Os bruxos do mundo de Harry Potter usam feitiços cotidianamente, para resolver coisas como apanhar objetos e lavar a louça.</p>
<p>Para qualquer um que já esqueceu as chaves de casa, um feitiço como Alohomora, que serve para abrir portas seria uma mão na roda.</p>
<p>Mas a maioria dos feitiços só é útil no contexto das histórias. Se houvessem feiticeiros entre nós acho que eles já teriam criado feitiços para tentar resolver os pequenos aborrecimentos do nosso dia a dia.</p>
<p>Pensando nisso, preparei uma pequena lista dos feitiços e encantamentos que poderiam ser criados caso a autora resolva iniciar uma franquia da série que se passe no Brasil.</p>
<p><strong>Dejetus armariorum</strong></p>
<p>Usa-se este feitiço quando você (supondo-se que você seja um feiticeiro) estiver caminhando pela calçada e encontrar um presente de um cachorro. O feitiço transporta o  dejeto para o guarda-roupa do dono do cachorro. Para a gaveta das meias.</p>
<p><strong>Cubanus supplicium</strong></p>
<p>Este feitiço é usado no caso de surgir na sua roda de bate-papo um esquerdólatra fã de Fidel Castro, desses que insistem que a medicina cubana é a mais avançada do mundo, que os balseros são um bando de ingratos e que Stálin era um cara batuta. Ao usar este feitiço, o alvo será enviado para Cuba por um ano, e ele terá que trabalhar para ganhar a vida, sem privilégios especiais do governo e sem poder imigrar ilegalmente para os EUA.</p>
<p><strong>Fundirium Garantirum Liberarum Obaoba</strong></p>
<p>Quando o feiticeiro precisar de um dinheiro extra no final do mês, ele pode usar este feitiço para liberar a verba do Fundo de Garantia, transferindo todo o montante para a conta corrente sem que seja necessário ir a uma agência da Caixa Econômica ou dar um jeito de ser demitido. Ele também evita a cobrança de CPMF.</p>
<p><strong>Pneusium murcharum</strong></p>
<p>Poucas coisas são tão irritantes no trânsito quanto motoristas mal-educados. Existe algo pior do que aqueles que ultrapassaam em locais proibidos, inventam conversões ou ficam buzinando sem motivo?<br />
O bruxo pode usar este feitiço nestes motoristas. Ele faz com que todos os pneus do carro alvo murchem imediatamente. Inclusive o estepe. Serve também para mostrar que a pressa é inimiga da perfeição.</p>
<p><strong>Estacionarum imediatum</strong></p>
<p>O sonho de todo mundo que mora em uma cidade superlotada. Este feitiço faz com surja na frente do bruxo uma vaga de estacionamento perfeita, sem que se precise fazer baliza ou dar caixinha para flanelinhas.</p>
<p><strong>Impostorum devolverum</strong></p>
<p>Quando o feiticeiro desistir de acreditar no governo, ele pode marcar este rompimento com este poderoso feitiço. Ele faz com que um funcionário da Receita Federal vá até a casa do invocador e leve uma maleta de couro preta com uma quantidade de dinheiro equivalente a todos os impostos que o bruxo já pagou, direta ou indiretamente. Com juros e correção monetária. Depois de contar todo o dinheiro o funcionário da Receita pede desculpas e se transforma numa ariranha.</p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png"/></a><br/>This work is licensed under a <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License</a>.</p>
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		<title>e-Crônica #66 &#8211; Revista Fracasso</title>
		<link>http://www.ecronicas.com/2007/03/05/e-cronica-66-revista-fracasso/</link>
		<comments>http://www.ecronicas.com/2007/03/05/e-cronica-66-revista-fracasso/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Mar 2007 04:22:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lellis</dc:creator>
				<category><![CDATA[e-Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Repórter:  Temos hoje como convidado o editor e fundador da revista mais incomum do mercado editorial moderno, a Revista Fracasso. Boa noite Fábio Kaput.
Fábio Kaput:  Boa noite. Espero nunca entrevistar você.


Repórter:  Como assim?
Fábio Kaput:  Bom, esta é uma brincadeira da redação, é uma forma de desejar boa sorte. Afinal só fazemos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Repórter:</strong>  Temos hoje como convidado o editor e fundador da revista mais incomum do mercado editorial moderno, a Revista Fracasso. Boa noite Fábio Kaput.<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Boa noite. Espero nunca entrevistar você.</p>
<p><span id="more-11"></span><br />
<!--adsense--></p>
<p><strong>Repórter:</strong>  Como assim?<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Bom, esta é uma brincadeira da redação, é uma forma de desejar boa sorte. Afinal só fazemos matérias com pessoas que fracassaram de alguma forma. Às vezes de mais de uma forma.<br />
<strong>Repórter:</strong>  Ah, entendi. Bom, para começar, como surgiu a idéia da revista Fracasso?<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Na verdade a revista se chamava Sucessus, mas já havia tantas revistas tratando de celebridades e coisas assim que a concorrência era muito grande. Sem dizer que celebridade com algo a dizer é um artigo raro no atual mercado. Para não quebrar tive que mudar a linha editorial.<br />
<strong>Repórter:</strong>  Quer dizer que a revista Sucessus foi um fracasso?<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Exato. E torcemos para que a revista Fracasso seja um sucesso.<br />
<strong>Repórter:</strong>  É claro. Conte mais sobre o início da revista.<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Como eu falei, a linha de entrevistar celebridades não estava dando certo. Principalmente por falta de matéria prima. Mas percebemos que havia um grupo de pessoas que faria qualquer negócio por um pouco de exposição.<br />
<strong>Repórter:</strong>  As ex-celebridades.<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Exato. Muitas pessoas praticamente implorando por algumas fotos e páginas impressas com o nome delas. Muitas delas, aliás, implorando literalmente.<br />
<strong>Repórter:</strong>  E dá certo entrevistar pessoas assim?<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Tem as suas vantagens. O cachê é muito menor, quando existe, nossos entrevistados não tem ataque de estrelismo e eles tendem a ser muito mais sinceros do que os de outras revistas.<br />
<strong>Repórter:</strong>  Como assim?<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Normalmente quando a pessoa chega ao topo, tem vários esqueletos no armário. Sócios e funcionários que foram passados para trás, parceiros criativos que nunca foram creditados, uma família, ou famílias deixadas ao relento, namorados e namoradas abandonados, a lista é grande.<br />
<strong>Repórter:</strong>  E qual a vantagem?<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Quando a pessoa chega ao fundo do poço, já não tem que se proteger deste tipo de problema, às vezes é até ao contrário, querem expiar os erros para se aproximar dos antigos amigos, às vezes para ter onde morar. É uma lado muito humano da questão, entende?<br />
<strong>Repórter:</strong>  Entendo.<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> E ninguém precisa dourar a pílula do caminho para baixo. As pessoas são mais verdadeiras quando contam a história da queda do que a da ascensão. Aliás, muito pelo contrário, todo mundo quer contar cada detalhe escabroso. Normalmente temos que cortar várias páginas para conseguir que a entrevista fique num tamanho adequado.<br />
<strong>Repórter:</strong>  E a resposta dos leitores, como foi?<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> A melhor possível. Eu aprendi que as pessoas têm curiosidade sobre histórias de sucesso, mas tem muito mais sobre desastres e tragédias. Chega a ser assustador.<br />
<strong>Repórter:</strong>  E vocês têm encontrado alguma dificuldade?<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Bom, nem sempre é fácil encontrar anunciantes&#8230;<br />
<strong>Repórter:</strong>  Imagino. O que mais?<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Além disso, nem sempre é fácil escolher quem entrevistar. Que história de desespero e humilhação o leitor quer este mês? O debate na redação sempre começa assim.<br />
<strong>Repórter:</strong>  Imagino que seja difícil encontrar as pessoas.<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Pelo contrário. A oferta é grande demais. Temos cantores de boy bands e participantes de reality shows que acampam na porta da redação, mesmo depois de terem aparecido na revista. Tivemos que aumentar a segurança.<br />
<strong>Repórter:</strong>  Nossa. E qual o critério que vocês usam?<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Temos um mix básico: um artista fracassado, um ex-esportista deprimido e uma ex-gostosona desiludida tem que constar de cada edição. O resto vai de acordo com o momento.<br />
<strong>Repórter:</strong>  Vocês nunca entrevistam políticos?<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Já viu um político fracassado? Mesmo quando perdem as eleições a maioria já recebeu tanta propina que deveria estar na Sucessus, se ela existisse.<br />
<strong>Repórter:</strong>  E quem você gostaria de entrevistar, mas nunca conseguiu?<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Desde o número um estamos tentando contato com Michael Jackson e Mike Tyson, mas eles nunca retornam nossas ligações. Não sei por quê.<br />
<strong>Repórter:</strong>  Planos para o futuro?<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Mês que vem vamos lançar uma outra publicação, a Fracasso Business.<br />
<strong>Repórter:</strong>  Não é um tanto contraditório? Quero dizer, revistas de negócios sempre falam de resultados positivos.<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Nem um pouco. A história dos grandes fracassos é muito mais educativa do que a história dos grandes sucessos. Sem falar que as chances da história ser verdade são muito maiores. Podemos criar uma nova cultura corporativa, quem sabe?<br />
<strong>Repórter:</strong>  Para encerrar, gostaria de te desejar boa sorte, e espero que você nunca apareça em sua revista.<br />
<strong>Fábio Kaput: </strong> Obrigado e até a próxima. No bom sentido, quero dizer.</p>
<p><a href='http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/03/fracasso.JPG' title='Fracasso'><img src='http://www.ecronicas.com/wp-content/uploads/2007/03/fracasso.thumbnail.JPG' alt='Fracasso' /></a></p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png"/></a><br/>This work is licensed under a <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License</a>.</p>
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		<title>e-Crônica #65 &#8211; As sete frases do amadurecimento</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Feb 2007 03:03:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lellis</dc:creator>
				<category><![CDATA[e-Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[O mercado de livros de auto-ajuda anda de vento em popa. São tantos livros que dá a impressão que qualquer um com um computador pode escrever um livro desses.
Como eu tenho um computador, resolvi me arriscar, afinal o que eu tenho a perder?


Ainda não é um livro pronto, mas se este post fizer sucesso eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado de livros de auto-ajuda anda de vento em popa. São tantos livros que dá a impressão que qualquer um com um computador pode escrever um livro desses.</p>
<p>Como eu tenho um computador, resolvi me arriscar, afinal o que eu tenho a perder?</p>
<p><span id="more-10"></span><br />
<!--adsense--></p>
<p>Ainda não é um livro pronto, mas se este post fizer sucesso eu mando imprimir o texto em letras grandes, coloco umas figuras de bichinhos de domínio público e vendo por R$ 19,90.</p>
<p>Mas como você é um leitor assíduo deste blog (ou veio parar aqui por acaso, não importa), você vai ter direito a ler em primeira mão e de graça &#8220;As Sete Frases do Amadurecimento&#8221; tudo o que você precisa para se tornar uma pessoa madura em um mundo povoado por crianças tamanho GG. </p>
<p>1- Você não vai viver para sempre.</p>
<p>Talvez no futuro a ciência descubra a cura para a mortalidade,  mas hoje isto não existe. Se você beber demais você vai ficar doente e morrer, não sem antes fazer um palhaço de você mesmo. Se você usar drogas cotidianamente, você vai morrer. Se você dirigir como um maluco, provavelmente você vai morrer e matar outra pessoa que não tem nada a ver com suas aspirações de imortalidade.</p>
<p>Isto é um fato. Aceite isto.</p>
<p>2- Nem tudo que você sonha se tornará realidade.</p>
<p>Ter sonhos e objetivos é ótimo. Achar que todos os seus desejos vão se realizar é ingênuo, se não for burrice. As chances de você ganhar na loteria são pequenas. A maioria dos atores, modelos e participantes de reality shows não fica rica. Você provavelmente não tem um parente rico e desconhecido que vai te deixar uma fortuna de herança. E, sim, as chances são que você tenha que trabalhar até o fim da vida. Ou até depois disso.</p>
<p>Isto é um fato. Aceite isto.</p>
<p>3- Você é único.  Mas todo mundo também é.</p>
<p>Mães costumam dizer para seus filhos que eles são lindos e especiais. O problema é que alguns filhos acreditam e levam isto pelo resto da vida. Dependendo da distância que se olha todo ser humano é igual ou somos todos diferentes. Se olharmos os maneirismos, sinais e personalidade cada ser humano é diferente do outro. Ou se olharmos as impressões digitais. Se olharmos a composição genética todo ser humano é igual: eu, você e o cara esquisito no computador ao lado. O que muda são apenas alguns detalhes genéticos insignificantes. Em resumo: todos somos especiais na mesma medida.</p>
<p>Isto é um fato. Aceite isto.</p>
<p>4- A aparência não é tão importante assim.</p>
<p>Ter cuidado com a aparência é saudável. Ninguém gosta de pessoas que passaram a considerar o banho uma atividade anual, como o imposto de renda. Mas viver em função da aparência é fútil, como diriam os borgs. Vivemos em um mundo que onde existe sorteio de prótese de silicone e consórcio para cirurgia plástica. Isto não quer dizer que você vai ser mais feliz ou infeliz em função das medidas do seu corpo ou da quantidade de procedimentos cirúrgicos aos quais você se submeter. </p>
<p>Isto é um fato. Aceite isto.</p>
<p>5- Talvez a culpa não seja de ninguém.</p>
<p>Se eu tenho um problema, a culpa deve ser de alguém. Se eu sou pobre, deve ter alguém rico por aí que usurpou os meus direitos. A culpa deve ser do cara no carro da frente, do meu chefe, dos meus funcionários ou de algum parente. Eu só não vou para frente na vida por causa disso, tá vendo. Eles me perseguem. Raciocínio perfeito. O único problema é que não é isto não é verdade. Pelo menos não para a grande maioria que se apóia neste tipo de desculpa mambembe. A verdade é que talvez as coisas não tenham dado certo por acaso. Talvez tenha sido só falta de sorte, e não uma grande conspiração para te derrubar. Fazer o quê? Às vezes a gente dá sorte e às vezes não.</p>
<p>Isto é um fato. Aceite isto.</p>
<p>6- Talvez a culpa seja sua, sim.</p>
<p>Existem coisas maravilhosas no mundo. Uma delas é poder colocar em alguém a culpa por seus problemas. Outra é poder escapar da própria responsabilidade. Quem eu? Não, já estava assim quando eu cheguei. Deve ter sido o pessoal do turno da noite. Foi o governo anterior. Foi o meu irmão mais novo. Foi o gato. Deus age por caminhos tortuosos. Desculpa é como conta de e-mail, todo mundo tem uma. Pelo menos. E aí tudo caí no grande abismo sem fundo da impunidade onde as coisas sem explicação vão parar, junto com o assassinato de Kennedy, o escândalo do dossiê e o pára-choque amassado do meu carro. Assuma seus erros. Encare as suas responsabilidades. Pode parecer estranho a primeira vez, mas com o tempo você vai se sentir bem.</p>
<p>Isto é um fato. Aceite isto.</p>
<p>7- O mundo não é justo.</p>
<p>Este é o grande segredo da vida. É aquilo que nossos pais não nos contaram quando éramos crianças. Nem o padre, nem o apresentador daquele talk show. Isto deveria estar escrito em cada um dos seus documentos e nas notas de real. Isto é aquilo que ninguém quer que você perceba. O mundo não é justo.<br />
Esta é a verdade final: pessoas menos competentes do que você, com dentes tortos e hábitos de higiene questionáveis vão prosperar na vida enquanto você vai ter que trabalhar 16 horas por dia só para pagar as contas da casa. Pessoas desonestas vão sair impunes de seus crimes enquanto a receita federal fica pegando no seu pé. Pessoas fúteis receberão atenção de todos e ganharão dezenas de fã clubes enquanto a sua profundidade de idéias e generosidade de espírito passarão insuspeitas por este mundo. Mas, o que eu posso dizer? A vida é assim mesmo. E o mundo não é justo.</p>
<p>Isto é um fato. Aceite isto.</p>
<p>Anote as sete frases em vários post-its e cole no computador, no volante do carro, no espelho do banheiro e onde mais for conveniente. </p>
<p>Quando você começar a se sentir melhor com a vida, o universo e tudo o mais, me mande um e-mail e eu te mando o número da minha conta bancária.</p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png"/></a><br/>This work is licensed under a <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License</a>.</p>
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